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Voar de Paramotor
é seguro?

Esta é uma das primeiras dúvidas que surge quando se fala em paramotor.

Toda modalidade que alguns consideram "radical", incluindo aí esportes, hobbies etc, são frequentemente vistos como perigosos.

No entanto, atividades que envolvem algum tipo de risco podem ser executadas com elevado grau de segurança, desde que o praticante as realize respeitando técnicas, normas e limites.

O paramotor é uma dessas atividades.

Neste sentido, sim, o paramotor é um esporte muito seguro para o piloto que respeita 3 requisitos elementares:

  • INSTRUÇÃO

Aprenda com um instrutor habilitado e respeite as normas e técnicas que lhe forem transmitidas;

  • EQUIPAMENTO

Tenha equipamento apropriado e sempre revisado;

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  • CONDIÇÃO DO TEMPO

Voe somente quando as condições do tempo estiverem favoráveis.

A seguir, vamos discorrer de forma mais detalhada sobre cada um desses requisitos.

INSTRUÇÃO

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Em Brasília há uma escola de paramotor e paratrike. 

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Instrutor ABPM Jackson Garcia

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O instrutor dessa escola é devidamente credenciado junto à ABPM - Associação Brasileira de Paramotor.

A instrução envolve a transmissão de importantes conhecimentos teóricos que englobam, por exemplo, conceitos básicos de meteorologia e aerodinâmica, além de aulas práticas, que têm início com as técnicas de controle da asa em solo.

Se você quer se tornar um piloto de paramotor, vale ressaltar: busque uma boa instrução. Só bons instrutores são capazes de formar pilotos verdadeiramente capacitados, conscientes e responsáveis, características fundamentais para lhe garantir prazer e segurança em todos os seus voos.

Procure uma boa escola, reconhecida por pilotos que voam na sua região. Visite a área de voos, converse com pilotos já formados, busque informar-se e certificar-se das referências da escola e do instrutor.

Este é o primeiro passo para quem deseja se tornar um piloto de paramotor.

          Jamais abra mão desse requisito!


O instrutor de paramotor, para ser reconhecido como tal, deve ser credenciado junto a uma das entidades nacionais que representam o esporte, sendo as mais tradicionais:

EQUIPAMENTO

Por mais evidente que possa parecer, é fundamental destacar a importância de se ter equipamentos adequados e em perfeitas condições de funcionamento como requisito básico para a segurança do voo.

Pra entrar no mundo do paramotor você não precisa, necessariamente, adquirir os mais caros equipamentos disponíveis no mercado. Também é possível iniciar com equipamentos usados.

No entanto, em se tratando de uma atividade aérea, o equipamento é um dos pilares da segurança.

Se optar pela aquisição de um equipamento usado, certifique-se de que ele passou por revisão junto a profissional qualificado e reconhecido em sua região.

Ao lado você encontra ilustrações de alguns dos equ
ipamentos básicos necessários para o voo de paramotor: motor, asaestrutura (onde é acoplado o motor), grade (que faz a proteção das hélices), capacete com abafadorselete (onde o piloto senta durante o voo), rádio intercomunicador e paraquedas reserva.

Aqui, abordaremos o básico sobre os dois componentes de maior relevância para o voo: MOTOR e a ASA. 


MOTOR - Atualmente o mercado já dispõe de algumas boas opções de motores voltados para a prática do paramotor. Em regra são motores dois tempos, importados ou de fabricação nacional, projetados especificamente para atender ao mercado do paramotor.

Em relação ao motor, e no que tange à segurança, a palavra chave é "manutenção".

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As manutenções devem ser realizadas por mecânico que tenha expertise com paramotores pois, neste caso, o foco não será apenas de uma revisão mecânica comum, mas da manutenção em um equipamento que, embora não homologado para tal, é efetivamente utilizado para fins aeronáuticos.

Se o motor falha durante o voo você ainda poderá plainar e pousar com tranquilidade, sim, desde que esteja próximo a uma área com dimensão e terreno apropriados para o pouso, já que tem acima de você uma verdadeira “asa”! No entanto, a depender do local da pane, poderá ter mais dificuldade caso não tenha nas proximidades uma área adequada para um pouso tranquilo.

         
Por isso, faça sempre as revisões programadas e a substituição de peças seguindo rigorosamente as recomendações dos respectivos fabricantes. E nunca decole sem antes efetuar o "Check List".

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ASA - este é outro componente fundamental para o voo de paramotor.

A “asa” do paramotor é do tipo “flexível”, diferentemente daquela utilizada, por exemplo, na asa delta, classificada como “asa rígida”.

Ela possui um conjunto de componentes que precisam estar em perfeita sintonia e em bom estado: tecido, linhas, costuras, ferragens, tirantes.

Todo esse material, que faz parte da asa, está sujeito a interferências provocadas por variações de clima, umidade, impactos, abrasão, poeira etc. 

Com o passar do tempo, esses fatores externos acarretam, por exemplo, a redução da porosidade do tecido da asa, diminuição de sua resistência, alteração no tamanho e na resistência das linhas, comprometimento de costuras, entre outros. 

         Tudo isso afeta a segurança do voo, o que nos leva à conclusão de que o check da asa deve ser feito antes de cada decolagem. Detectada qualquer alteração, por menor que possa parecer, não exite em buscar auxílio de pilotos mais experientes e, se for o caso, envie a asa para revisão de profissional qualificado.

       Em nosso site disponibilizamos um check list pré voo.

CONDIÇÃO DO TEMPO

A condição do tempo é determinante para o voo de paramotor. E conhecer conceitos básicos de meteorologia é requisito para que o piloto não entre em roubadas.

Um bom curso de paramotor lhe capacitará a identificar circunstâncias relacionadas ao tempo. Esse conhecimento, por sua vez, dará a você a tranquilidade para decolar ou, ao contrário, a certeza de que nem deve tirar seu equipamento do carro. Às vezes, que nem saia de casa.

A partir da instrução, e com o tempo, você passará a conhecer o básico sobre fatores que afetam a atmosfera, como: temperatura, pressão e umidade do ar. 

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Aprenderá, também, sobre os desdobramentos que esses fatores acarretam, como ventos, turbulências, rajadas, ascendentes, formações de nuvens etc.

No litoral, a depender da condição do tempo, é possível desfrutar de voos "lisos", tranquilos, a qualquer hora do dia. Já em regiões do interior, as condições mais propícias para um voo seguro ocorrem, em regra, nas primeiras horas após o nascer do sol, e no final da tarde, até o por do sol.

É fundamental que você compreenda as circunstâncias relacionadas às condições do tempo. Elas podem tornar arriscado ou desconfortável o voo de paramotor. 

Na ilustração acima, por exemplo, a nuvem de maior dimensão, Cumulonimbus, quando presente no céu, é um indicativo determinante para que o piloto não saia do chão.  

Mesmo que distante, uma Cumulonimbus (também conhecida como CB) pode exercer influências (e muito fortes!) em regiões longínquas, tornando extremamente perigosa a atividade aérea de paramotor.

         Se você quer se tornar um piloto, deverá aprender a identificar os sinais relacionados às condições do tempo: se são propícias para um voo tranquilo ou, ao contrário, se são desfavoráveis e geram risco, situação em que a decisão correta é permanecer em solo.   

Recomendamos consultar as seguintes publicações da ANAC:

  • Guia Prático do Aerodesportista; e

  • Guia Prático sobre Infrações no Aerodesporto

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O verdadeiro piloto é aquele que:

 

  • aprendeu com um bom instrutor e segue as regras que lhe foram ensinadas;

  • voa com equipamento apropriado e revisado;

  • respeita as condições do tempo.

Esse é o segredo daqueles que sempre voltarão pra casa realizados depois de experimentarem a magia de voar

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